Os desafios dos pecuaristas gaúchos

As dificuldades enfrentadas e as alternativas propostas pelo segmento de gado de corte na Serra Gaúcha, e no Estado, foi tema de artigo para a pós-graduação da Universidade de Caxias do Sul


Longos períodos de chuva podem ser o vilão na criação de gado de corte, mais do que as baixas temperaturas presentes no Rio Grande do Sul, a cada inverno.  Com o lombo molhado, o animal fica mais exposto e suscetível a doenças e a perda de peso. Por isto, a cada ano, os criadores esperam que este período seja seco e frio, apenas.

Esta constatação está apontada no artigo acadêmico “Desafios e Dificuldades da Criação de Gado Bovino de Corte na Serra Gaúcha”, apresentado durante a Mostra de Iniciação Científica do Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

O estudo identifica as principais dificuldades que a pecuária de corte enfrenta na criação de bovinos, mas também traz análises e alternativas ao segmento.

Com base em dados do IBGE, além de retratos reais enfrentados por profissionais do agronegócio, o texto contextualiza o cenário do agronegócio durante o início da crise econômica do país, mas se mantém atual até hoje.

Um dos setores avaliados na pesquisa está o setor mercadológico do município de Caxias do Sul, cuja venda de bezerros foi identificada como a principal economia e os frigoríficos ou abatedouros, os compradores.

A observação estendeu-se aos métodos aplicados pelos produtores, destacando-se a criação de piquetes. Na prática, a medida reduz a área por animal, gerando ganhos não só de espaço, mas também em sustentabilidade. Os produtores conseguem reduzir a energia gasta pelo animal em áreas de grandes extensões, aliando alimentação baseada em rações especificas, como a silagem – gramíneas e leguminosas. Os pecuaristas procuram formar um tripé para o rebanho, composto pela alimentação, a genética e a sanidade do animal.

Além da área em metros quadrados necessária por cabeça para a criação e a influência do clima gaúcho, os efeitos da crise econômica nacional sobre o setor também é foco do estudo. A alta do dólar prejudica o setor porque impacta diretamente no preço de compra dos insumos e adubos.  A maioria destes artigos, utilizados nos processos de criação dos animais, é importado e por isso acaba impactando no preço da arrouba.

Entender melhor como funciona a pecuária de corte, passa pelas principais dificuldades enfrentadas na bovinocultura no país. Por isso, além dos desafios citados, o artigo aponta outras áreas que exigem a atenção dos produtores. A concorrência por um preço menor da carne em relação a outros estados; falta da mão de obra qualificada para trabalhar com os animais de maior valor e a sazonalidade na produção forrageira também foram avaliadas pelos pesquisadores.

No entanto, nem tudo é enfrentamento na pecuária. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), o rebanho bovino brasileiro está evoluindo, se tornando cada dia mais produtivo e eficiente. O setor esta cada vez mais sustentável, devido a maior e melhor produção por área utilizada, tornando-se uma referência mundial.

Você pode ter acesso ao artigo completo, acessando o link: http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/mostraucsppga/xvmostrappga/paper/viewFile/4264/1396

Elaine Barcellos de Araújo

Texto: AgroUrbano Comunicação

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